Mais é menos ou menos é mais?

As preferências pessoais são agridoces. Por vezes torna-se mais fácil separar e tirar da mesa todas as outras possibilidades e focar-se naquilo que importa. Outras vezes, as preferências pessoais sufocam os criativos com a quantidade de preferências que o que as prefere debita na caixa de correio.
Se as preferências do cliente tendem para o mais, isso estará refletido no pedido. O inverso acontece também. Este filtro de dois bocais funciona para determinarmos qual a direção que o barco tem de seguir.

Ainda há quem acredite que o vermelho e as letras maiúsculas funcionam melhor que o minimalismo para chamar a atenção do cliente. Como se representassem uma enorme buzina no meio da rua enquanto alguém passeia com a família e isso fosse fazê-los correr para a loja mais próxima. Com novos paradigmas do que representa realmente a atração, urge saber que a tendência, hoje em dia, corre no sentido oposto do passado.

Mas o que é que a atração tem a ver com a criação de uma marca ou até de uma campanha publicitária? Na perspetiva dos criativos, tudo.

Considere-se o que realmente leva à compra de um produto; a necessidade ou funcionalidade poderiam tomar o pódio, mas na realidade a compra de algo resulta de um processo de atração encadeado com o que pode resultar dela. Determinada marca que tem a si associado um estilo de vida vai criar atração pelo consumidor, que por sua vez o compra para, em sociedade, criar atração em relação ao próprio – não tendo necessariamente de ser atração física.

Nos dias de hoje, demasiado barulho em uma marca – seja o logo ou o website – leva a que o público não se sinta atraído por ela. Porém, a criação de uma marca demasiado simples pode levar a que a mensagem se perca e o público não perceba o alinhamento da marca ou o que ela procura junto do público.

A solução é sempre encontrar o equilíbrio entre as duas de forma a criar uma imagem atrativa e funcional. O que pode parecer simples, mas não o é necessariamente, porque como disse no início do texto, é difícil satisfazer todas as necessidades – do público, do criativo e da marca.

Qual seria a medida perfeita do menos e do mais?
Deixem a vossa opinião.

Ariana Meireles
What When Where